16Julho2018

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Justiça nega pedido de revogação e mantém Juliana Sales presa

O processo que apura a morte dos irmãos continua em segredo de Justiça

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O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) negou o pedido de revogação de prisão preventiva de Juliana Sales, mãe dos irmãos Kauã, de 06 anos, e Joaquim, de 03, mortos carbonizados no dia 21 de abril, em Linhares. Como o processo que apura a morte das crianças está em segredo de Justiça, não há detalhes da decisão do juiz.


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Juliana Sales foi presa no dia 20 de junho, na casa de um amigo da família, em Teófilo Otoni, Minas Gerais. Ela permanece em um presídio da cidade. Segundo a decisão da Justiça, Juliana sabia dos “supostos abusos sexuais” sofridos pelos filhos e ela, em parceria com o marido, Georgeval Alves, tinha planos de usar a morte das crianças como forma de ganhar notoriedade e ascensão religiosa.

A defesa de Juliana informou que, com o indeferimento do pedido de revogação da prisão, vai entrar com o pedido de habeas corpus. Disse ainda que, caso a suspeita de gravidez de Juliana se confirme, o pedido de liberdade de Juliana será reiterado.

Habeas Corpus de Georgeval

No início do mês, a Justiça do Estado também indeferiu o habeas corpus impetrado pela defesa de Georgeval Alves. De acordo com informações apuradas pelo jornal online Folha Vitória, o magistrado justificou a decisão como 'perda do objeto', devido a prisão temporária dele ter sido convertida em prisão preventiva.

De acordo com a defesa de Georgeval, na próxima semana será impetrado um novo pedido de habeas corpus.

O crime

O pai de Joaquim e padrasto de Kauã, Georgeval Alves, é suspeito de molestar, agredir e atear fogo nos meninos, que morreram carbonizados. Ele é marido de Juliana e foi preso dias depois do incêndio.

A morte dos irmãos aconteceu em Linhares, Norte do Espírito Santo, na madrugada do dia 21 de abril. Na ocasião, a mãe das crianças estava em viagem para um congresso religioso em outra cidade. Na casa, os meninos estavam sob os cuidados de Georgeval.

Após o incêndio, os corpos carbonizados dos irmãos foram encaminhados para o Departamento Médico Legal (DML), em Vitória, onde foi necessária a realização de exames de DNA para identificação.

Na segunda-feira seguinte ao incêndio, o pastor George e a esposa, Juliana Salles, mãe das crianças, estiveram no DML para o recolhimento de material para realizar os exames de DNA. Na ocasião, George relatou para a imprensa o que teria acontecido na noite do incêndio.

Redação Portal Linhares Em Dia


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