24Setembro2018

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Eleições 2018: Futuro presidente vai enfrentar desemprego e inadimplência

Eleito em outubro vai precisar lidar com quase 13 milhões de desempregados, 4,8 milhões de desalentados e 61 milhões inadimplentes

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Quase 13 milhões de desempregados, 4,8 milhões de pessoas que desistiram de procurar trabalho e mais de 61 milhões inadimplentes. Este será o cenário econômico encontrado pelo presidente eleito neste ano ao chegar no Palácio do Planalto no dia 1º de janeiro de 2019.

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Os dados mais recentes revelados pelo IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia), referentes ao trimestre finalizado em julho, apontam que 12,9 milhões de brasileiros estão desocupados, valor que corresponde a 12,3% da população economicamente ativa.

Como o desemprego é sempre o último indicador a reagir às tendências econômicas, especialistas atentam para a necessidade do próximo presidente atuar em busca do crescimento econômico e a retomada da confiança dos empresários.

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"Como a gente está com uma recuperação lenta da economia, o emprego também está se recuperando lentamente", explica Marcel Balassiano, pesquisador da área de economia aplicada do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia).

Segundo Sílvio Paixão, professor de macroeconomia da Faculdade Fipecafi, a retomada do crescimento será ditada somente nos últimos três meses deste ano. "Estamos andando no terceiro trimestre e percebemos que as vendas no comércio não estão se materializando, a taxa de câmbio colocou uma pressão adicional no custo da produção e tudo isso vai se juntar para colocar mais aperto ao longo do ano que vem", lamenta Silvio.

Balassiano, avalia ainda que a melhoria do ambiente nacional como uma alternativa para a geração de cargos. “Hoje em dia há uma dificuldade muito grande para se empreender no Brasil. Se isso fosse mais fácil, teríamos um aumento nos empregos”, observa.

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“Como [o ambiente de negócios] é muito rígido, se torna difícil contratar e demitir. Isso cria um rigor maior na economia e, quando a gente tem ciclos de recessão ou de expansão, é necessário se adequar um pouco a isso”, completa o pesquisador do Ibre.

Investimentos

Outro fator mencionado para estimular o crescimento da economia e, consequentemente, a geração de empregos, são os investimentos públicos e privados. Somente no segundo trimestre deste ano, a taxa de investimento brasileiro representou 16% do PIB, valor abaixo 0,7 ponto percentual abaixo do observado no mesmo período de 2017.

O economista Eduardo Velho, do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia), afirma que "não há mágica" e destaca para a necessidade do futuro presidente observar investimentos privados com o intuito de estimular o que chama de "novo ciclo de crescimento".

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"Para deixar o setor privado investir, é preciso atrair investidores e reduzir incertezas com um bom ambiente de negócios. Tem que estimular privatizações, a abertura econômica com acordos que estimulem as exportações e se manter comprometido com uma inflação baixa", explica Velho.

"Para a gente ter uma retomada maior do crescimento no longo prazo, a volta dos investimentos tem que ser uma questão primordial", analisa Marcel Balassiano, que atribui a atual estagnação do setor à incerteza eleitoral.

Reformas

Para que a retomada da confiança dos consumidores e empresários seja efetivada, os economistas também defendem uma posição favorável do presidente eleito às reformas estruturais para reverter o rombo bilionário nas contas públicas que herdarão do governo atual.

Balassiano afirma que "há uma série de mudanças que precisam ser realizadas", mas afirma que a reforma do sistema de aposentadorias deve tratada com prioridade.

“De imediato, a reforma da Previdência seria a mais essencial pelo momento fiscal que estamos enfrentando, com déficit nesses últimos anos. Os Estados também estão praticamente quebrados e a Previdência dos Estados também é uma coisa muito importante”, afirma.

Redação Portal Linhares Em Dia


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